Modus operandi: Soraia e Marquinhos devem explicações

 Modus operandi é frase que significa “modo de operação, forma de agir, e o plural da expressão é modi operandi, mas como do latim sequer me lembro das sete declinações, sempre que uso expressão latina fico temeroso. Não viram o Moro dando uma de sabido e cometendo uma “mentira literária”, ao citar Horácio? Essa é muito boa. Mas convenhamos, quem mentiu enquanto juiz, forjando provas e prendendo inocentes, não tem nada de mais errar o latim, trata-se apenas de mais um “descuido”.

Mentiras acontecem em Curitiba tanto quanto em Brasília como em Dourados. Elementos de extrema direita mentem com a mesma sintonia, isso porque a cabeça dos fascistas é fechada, não conseguem enxergar absolutamente nada além daquilo que pensam ser verdadeiro. Mentem para justificar os seus princípios, e mentem sempre e cada vez mais, porque quem diz uma mentira acaba tendo que dizer outras. Em suas cabeças só cabe o ódio, não conseguem discernir entre o bem e o mal, não conhecem o amor.

A ultradireita douradense não difere em pensamento da de outras partes do mundo. Felizmente são poucos, embora façam um estrago danado à democracia. Normalmente agem sub-repticiamente, caluniam, conspiram, mas vez ou outra aparece um ingênuo que mete os pés pelas mãos e acaba evidenciando aquilo que se sabia, mas não se poderia provar. Vou lhes contar um caso:

Na segunda-feira próxima passada, postei um áudio em que o autor afirma que “conseguiu através dos senadores Nelsinho Trad e Soraia Thronicke a ‘anulação’ da eleição que apresentou o nome do professor Etienne Biasotto ao cargo de reitor da UFGD, que posteriormente foi rejeitada pelo MEC”.

Não conheço Soraia, só sei que foi um fenômeno eleitoral comparado a Bolsonaro, Jânio, Ari Artuzi e Azola. Sei também que fez visita de cortesia ao presidente do STF, mas ignoro que tenha tratado com ele sobre a eleição na UFGD. Em relação ao Nelsinho, sei que é um homem cordial e se comprometeu a respeitar a eleição da UFGD. Penso que ambos deveriam manifestar-se sobre o assunto, aliás toda a bancada deveria deixar clara a sua posição a respeito.

Bem, voltando ao áudio. Por discrição, ao postá-lo, não mencionei o seu autor, disse apenas que um “inocente” de direita exibe em áudio a demonstração a sua participação na articulação para a intervenção na UFGD”. Ao dizer “inocente” acertei em cheio, pois não é que ele, o autor, Roberto Djalma Barros, confirmou ao Estado Notícias “que realmente é a sua voz no áudio postado na página do Face book do professor Biasotto, sobre a eleição da reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) ” E diz mais, ainda no Estado Notícias: “que a consulta prévia que elegeu Etienne Biasotto foi irregular (e que] denunciei mesmo e vou continuar denunciando”.

Denunciando o que? Em verdade o que Roberto Djalma Barros fez até então foram denúncias infundadas, tendo por argumento simplesmente que eu escrevi ao longo desse ano artigos contra o presidente Bolsonaro e, ainda, vangloriando-se, diz “vale a pena... Denunciei mesmo! Tem que tirar esse petista e deixar a mulher lá… Ela não é petista, é uma mulher muito séria”, finaliza o áudio [Estado Notícias].

O ódio ao PT ganhou uma dimensão estratosférica graças a ações provavelmente originárias nos Estados Unidos, disseminadas pela Globo [e seguidores] e materializada pela Lava a Jato e, não obstante a desmontagem da farsa esteja ocorrendo, pessoas ingênuas ou fascistas preferem a destruição do Brasil ao PT em qualquer instância de poder.

Quando digo que em Dourados existem pessoas com cabeça de extrema direita, que chegam próximas ao fascismo, devo ressalvar que, sendo pessoa de esquerda, tenho amigos com posições de direita, e muitos. Aliás, dia 19 desse mês, faleceu José Alberto Vasconcelos, com o qual convivi na Academia Douradense de Letras por longos anos. Escrevíamos todo sábado no “O Progresso” e apresentávamos sempre opiniões divergentes, ele defendendo o estado neoliberal, eu o estado social democrata. Não nos odiávamos entretanto, ao contrário, convivíamos na Academia harmoniosamente, trocando ideias, contando histórias, ele com o seu sorriso largo, eu com essa cara que Deus me deu.

Descanse em paz Vasca.

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Livros

2010: O ANO QUE NÃO ACABOU PARA DOURADOS

A obra ora apresentada é uma coletânea de crônicas publicadas em diversos meios de comunicação no ano de 2010. Falam, sempre com elegância e fluidez, de nossas vidas, de acontecimentos e de possíveis eventos em nosso país, especialmente em nosso município.

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MEDIEVO PORTUGUES: O REI COMO FONTE DE JUSTIÇA NAS CRÔNICAS DE FERNÃO LOPES

Nossa preocupação, nesse trabalho, foi a de estudar o comportamento dos reis, no que concerne à aplicação da Justiça, baseados nas crônicas de Fernão Lopes.

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Crônicas: Educação, Cultura e Sociedade

O livro ora apresentado é um apanhado de 104 crônicas, algumas de 1978 e a maioria escrita a partir de 1995 até a presente data. O tema Educação compõe-se de 56 crônicas, outras 16 são relatos descrevendo fábulas ou estórias oriundas da cultura italiana, e os emas Cultura e Sociedade compreendem, cada um, 16 crônicas.

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Crônicas: globalização, neoliberalismo e política

Esta obra foi editada em 2011 pela Editora da UFGD e reune 99 crônicas escritas principalmente nos últimos quinze anos, versando sobre a globalização, o neoliberalismo e política

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[2009] EDIFICANDO A NOSSA CIDADE EDUCADORA

Esse trabalho tem três objetivos principais, cada qual contemplado em uma das três partes do livro, como se verá adiante. O primeiro é oferecer ao leitor algumas reflexões sobre temas que ocupam o nosso dia-a-dia; o segundo é divulgar os vinte princípios das Cidades Educadoras e, finalmente o terceiro, é tornar público o projeto que nos orienta na transformação de Dourados em uma Cidade Educadora e mostrar os primeiros passos para a operacionalização desse projeto.

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[1998] Até aqui o Laquicho vai bem: os causos de Liberato Leite de Farias

Ao refletir sobre a importância do contador de causos/narrador para a preservação da cultura, percebe-se que cada vez menos pessoas sabem como contar/narrar, com a devida competência, as experiências do cotidiano. Por quê? Para Walter Benjamin, as ações motivadoras das experiências humanas são as mais baixas e aterradoras possíveis em tempos de barbárie; as nossas experiências acabam parecendo pequenas ou insignificantes diante da miséria e da fragmentação humana, numa constatação que extrapola os espaços nacionais.

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[1991] O MOVIMENTO REIVINDICATÓRIO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL: 1978 - 1988

Momentos de grandes mobilizações têm teito do professorado de Mato do Sul a vanguarda do movimento sindicalista deste Estado. Este fato motivou a realização deste trabalho, que teve como proposta inicial analisar criticamente o movimento reivindicatóno do magistério de Mato Grosso do Sul, na perspectiva de revelar-lhe, tanto quanto possível, o perlil de luta, ao longo de sua palpitante trajetória em busca de melhorias salariais, estabilidade empregatícia e melhoria da qualidade do ensino.

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