Satiricrônica

Cansados de forjar em ferro frio, às vezes nos bate uma vontade de largar de remar contra a correnteza, mas o anjo torto de Drummond se revela também para nós e continuamos a ser gauche na vida.  Então, num átimo, vem-nos à lembrança a fórmula encontrada por Emmanuel Marinho para denunciar agruras e hipocrisias, mesclando em seu Satilírio a tragédia e o riso. Essa obra, indicada nesse ano para o vestibular da UFGD, nos inspira a buscar caminhos alternativos na resistência contra os algozes do povo. Se o lírico pode ser satirizado, por que não uma crônica satírica?

Quando ouço a sirene do SAMU anunciando a sua passagem na busca da salvação de vidas, percebo uma contradição do governo Temer. Criado em 2003, o SAMU está contribuindo para o aumento da longevidade do povo brasileiro, ora pois, Cheap Replica Watches ao invés de reformar a previdência por que não acabar com o SAMU? A longevidade diminuiria e o suposto déficit estria resolvido.

 Upa! Upa! Cavalinho alazão, Omega Replica cantava meu pai há uns sessenta e cinco anos atrás para embalar-me. Upa, no sentido de animar o cavalinho. A UPA, criada em 2003, atualmente é uma Unidade de Pronto Atendimento, parte integrante do Sistema Único de Saúde – SUS. Animar o cavalinho sim, mas animar a vida humana? Temer tem que imitar Trump, que acabou com a assistência norte-americana à saúde que havia sido implementada por Obama. Acabando com as UPAs, extinguindo o SUS, a média de idade no Brasil cairia rapidamente de modo que não haveria necessidade de reforma na previdência. Bem, mas se ainda não houve tempo para acabar com essas coisas que só beneficiam pobres, ao menos algo já está em andamento, o aumento das mensalidades para os planos de saúde de idosos. Milhares de velhinhos abandonarão os seus planos e assim contribuirão também para diminuir a média de vida. A previdência social rapidamente se tornara superavitária. Por que o governo ainda não pensou nisso? Se pensou não tomou providências, talvez porque sangue de velho seja melhor para alimentar vampiros e sanguessugas.

Bom, ao menos o governo Temer está tomando providências para acabar com o Sistema Único de Assistência Social, criado em 2005. Vai sobrar dinheiro para emendas parlamentares que tanto têm beneficiado o povo brasileiro. E para que SUAS afinal? Pobre que vá pedir pão velho aos menos pobres, mesmo porque em casa de rico não será atendido. Ou que vá procurar serviço. Não é verdade que só não trabalha quem não quer?

O governo tem é que cortar gastos. Por exemplo, quanto se consome com cada operação da Polícia Federal? Cem, duzentos, policiais, tendo que acordar de madrugada para pegar corruptos. E se fosse só acordar cedo, vá lá, mas tem horas extras, gasolina, e sei lá quanto dinheiro gasto para logo em seguida, em menos de vinte e quatro horas, vir um habeas corpus livrando os aprisionados.  Se não quer cortar de vez essas operações, então que os Tribunais Superiores criem uma lista de inimputáveis. Nem precisaria listas, mas apenas indicações. Por exemplo, não seria permitida a prisão de pessoas cujos nomes começassem com A. Nesse sentido a PF não se daria ao trabalho de operações que incluíssem nomes como os de André, Ari Ana, Amorim, Aécio, Alkmin, Alysio, Angora, e por aí afora.

Governo neoliberal tem é que privatizar tudo. Privatizar bancos públicos, hidrelétricas, universidades. Imagine, Cheap Rolex Replica manter universidades públicas com professores que não chegam a completar nem vinte anos de estudos e chegam a ganhar até 10% do que ganha um Juiz? Ainda bem que aqueles que estão ingressando agora aposentam-se com o mesmo teto do INSS. Acabou-se a mamata da aposentadoria integral. Professores que paguem planos especiais se quiserem, e poupem uma importância relativa ao FGTS para uma poupança na velhice.

E não adianta criticar Temer, o presidente mais perseguido nesse país. Povo ingrato, ainda bem que lhe resta uma base fiel no Congresso que o livra de tanta injustiça. E se o próximo presidente liberar a venda de armas? Pobre não vai poder comprar, adeus pobreza.

Só injustiça, a Itália, Estados Unidos e Holanda não vão para a Copa de 2018, vai o Peru. Não é  du pirú? E a Globo que está sendo acusada de oferecer propina para garantir a transmissão das Copas de 2026 e 2030?  Quanta ingratidão para com quem nos oferece tantas novelas e notícias imparciais.  

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Livros

2010: O ANO QUE NÃO ACABOU PARA DOURADOS

A obra ora apresentada é uma coletânea de crônicas publicadas em diversos meios de comunicação no ano de 2010. Falam, sempre com elegância e fluidez, de nossas vidas, de acontecimentos e de possíveis eventos em nosso país, especialmente em nosso município.

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MEDIEVO PORTUGUES: O REI COMO FONTE DE JUSTIÇA NAS CRÔNICAS DE FERNÃO LOPES

Nossa preocupação, nesse trabalho, foi a de estudar o comportamento dos reis, no que concerne à aplicação da Justiça, baseados nas crônicas de Fernão Lopes.

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Crônicas: Educação, Cultura e Sociedade

O livro ora apresentado é um apanhado de 104 crônicas, algumas de 1978 e a maioria escrita a partir de 1995 até a presente data. O tema Educação compõe-se de 56 crônicas, outras 16 são relatos descrevendo fábulas ou estórias oriundas da cultura italiana, e os emas Cultura e Sociedade compreendem, cada um, 16 crônicas.

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Crônicas: globalização, neoliberalismo e política

Esta obra foi editada em 2011 pela Editora da UFGD e reune 99 crônicas escritas principalmente nos últimos quinze anos, versando sobre a globalização, o neoliberalismo e política

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[2009] EDIFICANDO A NOSSA CIDADE EDUCADORA

Esse trabalho tem três objetivos principais, cada qual contemplado em uma das três partes do livro, como se verá adiante. O primeiro é oferecer ao leitor algumas reflexões sobre temas que ocupam o nosso dia-a-dia; o segundo é divulgar os vinte princípios das Cidades Educadoras e, finalmente o terceiro, é tornar público o projeto que nos orienta na transformação de Dourados em uma Cidade Educadora e mostrar os primeiros passos para a operacionalização desse projeto.

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[1998] Até aqui o Laquicho vai bem: os causos de Liberato Leite de Farias

Ao refletir sobre a importância do contador de causos/narrador para a preservação da cultura, percebe-se que cada vez menos pessoas sabem como contar/narrar, com a devida competência, as experiências do cotidiano. Por quê? Para Walter Benjamin, as ações motivadoras das experiências humanas são as mais baixas e aterradoras possíveis em tempos de barbárie; as nossas experiências acabam parecendo pequenas ou insignificantes diante da miséria e da fragmentação humana, numa constatação que extrapola os espaços nacionais.

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[1991] O MOVIMENTO REIVINDICATÓRIO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL: 1978 - 1988

Momentos de grandes mobilizações têm teito do professorado de Mato do Sul a vanguarda do movimento sindicalista deste Estado. Este fato motivou a realização deste trabalho, que teve como proposta inicial analisar criticamente o movimento reivindicatóno do magistério de Mato Grosso do Sul, na perspectiva de revelar-lhe, tanto quanto possível, o perlil de luta, ao longo de sua palpitante trajetória em busca de melhorias salariais, estabilidade empregatícia e melhoria da qualidade do ensino.

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