Uma crônica de fim de ano para você

 

Os cartões que recebo me alegram, não somente pelos votos que eles trazem, mas porque sou lembrado. É provável que vocês, meus familiares, amigos e amigas, também comunguem desse mesmo modo de pensar, mas não lhes envio um cartão, apenas uma singela crônica de final de ano.

Carlos Drummond de Andrade, ao refletir sobre as festas natalinas e as comemorativas de início de Ano Novo escreveu que :

 

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a
que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e
entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez, com outro
número e outra vontade de acreditar que daqui pra
diante vai ser diferente"

 

Está certo Drummond, mas o milagre da renovação, no entanto, não se dá pura e simplesmente com a troca de um número no calendário, o milagre da renovação se dá de fato, como veremos.

 Meu irmão, dias atrás, ensinou-me que no final do ano não devemos imaginar que as festas natalinas  e de réveillon sejam fantasias apenas, que tudo continuaria numa sequência e que com elas (as festas) ou sem elas, tudo seria da mesma forma. O seu raciocínio pareceu-me criativo, interessante e verdadeiro. Vejamos:

Se a Terra gira em torno de seu próprio eixo a uma velocidade de 1.700 km por hora, ao redor do Sol a 107.000 km por hora e se o Sol e todo o sistema solar gira em relação ao centro da nossa Galáxia a uma velocidade de  1.000.000 (um milhão) de km/hora, como o tempo poderia ser apenas e simplesmente uma continuidade repetitiva?

E isso sem considerarmos que o Universo está em constante expansão, sabe-se lá para onde, para que, e a que velocidade?

Ora, ora, pois, Vivas! Feliz Natal, Feliz Ano Novo. Que 2012 lhe seja muito melhor que 2011 e bem pior que 2013. No mais, como já diziam os meus antepassados: “salute e palanque a tutti e quantti”, ou seja, “saúde e prosperidade a todos e em quantidade”

 

A reprodução do texto é permitida desde que citada a fonte.

Voltar

Livros

2010: O ANO QUE NÃO ACABOU PARA DOURADOS

A obra ora apresentada é uma coletânea de crônicas publicadas em diversos meios de comunicação no ano de 2010. Falam, sempre com elegância e fluidez, de nossas vidas, de acontecimentos e de possíveis eventos em nosso país, especialmente em nosso município.

Ver

MEDIEVO PORTUGUES: O REI COMO FONTE DE JUSTIÇA NAS CRÔNICAS DE FERNÃO LOPES

Nossa preocupação, nesse trabalho, foi a de estudar o comportamento dos reis, no que concerne à aplicação da Justiça, baseados nas crônicas de Fernão Lopes.

Ver

Crônicas: Educação, Cultura e Sociedade

O livro ora apresentado é um apanhado de 104 crônicas, algumas de 1978 e a maioria escrita a partir de 1995 até a presente data. O tema Educação compõe-se de 56 crônicas, outras 16 são relatos descrevendo fábulas ou estórias oriundas da cultura italiana, e os emas Cultura e Sociedade compreendem, cada um, 16 crônicas.

Ver

Crônicas: globalização, neoliberalismo e política

Esta obra foi editada em 2011 pela Editora da UFGD e reune 99 crônicas escritas principalmente nos últimos quinze anos, versando sobre a globalização, o neoliberalismo e política

Ver

[2009] EDIFICANDO A NOSSA CIDADE EDUCADORA

Esse trabalho tem três objetivos principais, cada qual contemplado em uma das três partes do livro, como se verá adiante. O primeiro é oferecer ao leitor algumas reflexões sobre temas que ocupam o nosso dia-a-dia; o segundo é divulgar os vinte princípios das Cidades Educadoras e, finalmente o terceiro, é tornar público o projeto que nos orienta na transformação de Dourados em uma Cidade Educadora e mostrar os primeiros passos para a operacionalização desse projeto.

Ver

[1998] Até aqui o Laquicho vai bem: os causos de Liberato Leite de Farias

Ao refletir sobre a importância do contador de causos/narrador para a preservação da cultura, percebe-se que cada vez menos pessoas sabem como contar/narrar, com a devida competência, as experiências do cotidiano. Por quê? Para Walter Benjamin, as ações motivadoras das experiências humanas são as mais baixas e aterradoras possíveis em tempos de barbárie; as nossas experiências acabam parecendo pequenas ou insignificantes diante da miséria e da fragmentação humana, numa constatação que extrapola os espaços nacionais.

Ver

[1991] O MOVIMENTO REIVINDICATÓRIO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL: 1978 - 1988

Momentos de grandes mobilizações têm teito do professorado de Mato do Sul a vanguarda do movimento sindicalista deste Estado. Este fato motivou a realização deste trabalho, que teve como proposta inicial analisar criticamente o movimento reivindicatóno do magistério de Mato Grosso do Sul, na perspectiva de revelar-lhe, tanto quanto possível, o perlil de luta, ao longo de sua palpitante trajetória em busca de melhorias salariais, estabilidade empregatícia e melhoria da qualidade do ensino.

Ver

Contato

Informações de Contato

biasotto@biasotto.com.br